O que o movimento feminista tem a ver com o movimento LGBT?




É preciso olhar para a pauta lésbica e entender que lesbofobia não parte apenas de homens, mas também de outras mulheres que comumente alegam temer serem cortejadas por elas. Além disso, o sexismo não é reproduzido apenas por homens, mas por qualquer indivíduo que esteja imerso em estruturas patriarcais. A saúde ginecológica, por exemplo, de mulheres-cis heterossexuais é muito mais acessível do que para mulheres LGBT’s. Aqui vai um questionamento para você que é mulher LGBT: Quantos ginecologistas souberam te orientar em relação a sua sexualidade?
Quando falamos sobre as pautas de mulheres travestis e transexuais a coisa é ainda pior, porque muitas dessas sofrem uma enorme resistência de setores do movimento feminista radical que pregam a ideia de que mulheres trans não são mulheres, na medida em que não nasceram biologicamente mulheres.
O assunto não é diferente quando falamos de homens gays, visto que, esses sofrem os efeitos da homofobia por estarem fortemente associados ao feminino, porém eles também agem de forma sexista quando condenam outros gays tidos como mais afeminados.
Portanto, o movimento feminista e o movimento LGBT são movimentos que expressam opressões comuns, as normas de gênero e de sexualidade, mas que divergem em alguns segmentos e precisam se unir para lutar de maneira interseccional pela ascensão social de direitos das minorias.

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